Um tremor de terra com intensidade entre 3,2 e 4,5  na escala Richter reacendeu antigas preocupações dos moradores de Poços de Caldas, na região Sul de Minas Gerais. Apesar de estarem convencidos de que o vulcão subterrâneo encontra-se inativo, a população evita falar nos reais motivos para tanto buxixo : o que realmente está causando esses tremores?

Pesquisadores da Universidade de Brasília descartam a atividade vulcânica como fonte dos tremores. E afirmam: as placas tectônicas da região encontram-se estáveis. Ora, se não há atividade vulcânica ou movimentos tectônicos, por que a terra está tremendo? Não é difícil levantar dados de outros tremores ocorridos no Brasil e naquela região, especificamente.

Dia 2 de Março de 2016, um tremor com intensidade 2 atingiu Pouso Alegre de Minas.

Dia 2 de Maio de 2016 um tremor de intensidade 4,2 atingiu a região de Esmeralda, MG. A matéria acrescenta, ainda, um dado interessante:

Só em 2016, 122 tremores de terra foram registrados no Brasil pelo departamento da UnB. Este ocorrido hoje em Minas Gerais foi o de maior magnitude este ano, à frente do registrado em 3 de março, em São Sebastião do Uatumã (AM), de 4.1 na Escala Richter.

Parece que as dezenas de tremores nacionais tem intensidade sempre entre 3 e 4 na escala Richter, e ocorrem no início do mês.

E o fato ocorre desde o ano de 2010, como ocorreu em outubro de 2010 no interior do Goiás. A intensidade? Você adivinhou: 4 na escala Richter.

Um gaiato poderia perguntar, o que, exatamente, ocorre todo início do mês e tem essa mesma intensidade?

O jornal Technology Review, do MIT, identifica um intrigante padrão que aparenta ocorrer sempre antes de grandes tremores: há um súbito aumento na temperatura atmosférica na região do epicentro do terremoto. Coincidentemente, o terremoto de Fukushima, no Japão, onde foi observado o aumento de temperatura atmosférica mencionado no jornal do MIT, há 5 anos, também ocorreu no início do mês.

Testes de Armamentos

Abaixo temos o desenho de uma planta de um local para testes nuclerares subterrâneos. O desenho foi realizado pela National Nuclear Security Organization, durante a era dos testes nucleares no estado de Nevada, EEUU.

Local de testes nucleares subterrâneos. Nevada, Estados Unidos

Não precisamos mencionar que a geografia de Poços de Caldas, e do Sul de Minas em geral. é simplesmente perfeita para a construção de un bunker semelhante ao ilustrado:

Visão panorâmica de Poços de Caldas. Foto: Flávia C. / Wikimedia Commons

Uma explosão nuclear subterrânea, com potência de um kiloton, algo aproximado à bomba de Hiroshima, é capaz de causar um tremor de terra de cerca de 4,2 na escala Richter.

Mas o Brasil não abandonou o desenvolvimento de armas nucleares e assinou o tratado de não-proliferação? Sim! Mas quem disse que as armas testadas em tais ambientes precisam ser de natureza nuclear? O artefato MOAB, utilizado pelos Estados Unidos no Iraque em 2003, chamado também de “mãe de todas as bombas”, possui poder explosivo de um kiloton e não é uma bomba nuclear. Estariam sendo testados armamentos especiais na região Sul de Minas? Ou a explicação seria um pouco mais tecnológica? Algo tipo…..

HAARP

Desde 1993, o governo dos Estados Unidos vem conduzindo experimentos utilizando a tecnologia HAARP (sigla de High Frequency Active Auroral Research Program), ou Programa de Pesquisa Ativa da Aurora usando Alta Frequência. Apesar de incontáveis sites de conspirações citarem o HAARP como fonte de mil fenômenos improváveis, é preciso termos uma idéia do que esse sistema faz para podermos termos nossa propria interpretação de suas capacidades.

O princípio por trás do HAARP é relativamente simples, e foi idealizado por Nikola Tesla em 1931, quando o cientista já tinha 75 anos de idade. Um dos sonhos do Tesla era realizar a transmissão de energia por meio do ar, de modo que antenas gigantescas localizadas nos polos magnéticos do planeta fossem capazes de transmitir energia, em alta frequência e alta tensão, para todo o mundo. O projeto mais ambicioso do famoso cientista foi a Torre de Wardenclyffe, localizada ao longo do rio Hudson, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Ao ligar a torre, lâmpadas se acenderam em toda a cidade, sem um fio sequer ligando a torre a elas. Tesla impressionou potenciais investidores, iluminando toda uma feira de negócios de Nova Iorque, sem usar um fio sequer. Sempre utilizando transmissão de energia em alta tensão, e alta frequência.

Talvez o leitor esteja se perguntando se os grifos no termo “alta frequência” insinuam algo. E a resposta é positiva.

Uma matriz suficientemente grande de antenas de amplo espectro (trabalham com baixas e altas frequências), com fontes de alimentação gigantescas com potências de vários megawatts, ligada a um transmissor de alta potência poderia ser apenas o estágio final de uma estação de rádio. Porém, ao não transmitir música, mas sim frequências cuidadosamente sintonizadas com o planeta terra e nossa atmosfera, nesse nível de potência, tensão e frequência, este tipo de arranjo de antenas é capaz de influir na atmosfera de formas espetaculares.

O transmissor HAARP mais conhecido fica localizado no Alaska, Estados Unidos. A matriz de antenas do Alaska é capaz de induzir luzes na Aurora, não tão maravilhosas quanto o espetáculo natural da Aurora Boreal que pode ser visto na Noruega o Islândia, porém é absolutamente fascinante pensar que o ser humano também é capaz de produzir algo parecido na atmosfera.

No entanto, e se as altas frequências forem direcionadas ao solo e não à atmosfera. Se encontrar uma frequência muito próxima na superfície terrestre, não ocorre o fenômeno denominado “batimento”? Quando duas notas musicais muito próximas são tocadas, ouvimos o batimento entre elas. E a frequência de batimento entre duas altas frequências muito próximas pode ser uma frequência baixa, que seria sentida na forma de oscilações mecânicas causadas pelo batimento.

Duas ondas omnidirecionais se encontram, dando origem a um batimento de baixa frequência ao centro. Imagem: Wikipedia

 

Eis que, se as antenas idealizadas por Nikola Tesla forem usadas na transmissão de altas frequências com alta tensão, pela superfície ou pela atmosfera terrestre, e houver o encontro de outra transmissão complementar, de mesma intensidade e frequência muito próxima, você terá um intenso batimento. Tudo depende da potência dissipada pelos transmissores.

Lembremo-nos de um dado importante levantado pelo MIT: tremores de terra são frequentemente antecedidos por elevações na temperatura atmosférica. Ondas de alta frequência e alta intensidade, encontrando-se com forte batimento dissipam o exceso da energia da diferença de fase (diferença que gera o batimento) na forma de calor. Coincidência?

Mistério

O que estaria por trás dos mais de 120 tremores de terra sentidos em todo o Brasil durante 2016? Por que todos tem intensidade semelhante, na casa dos 3 a 4 na escala Richter? Sejam oriundos de experimentos com tecnologia HAARP, ou explosões de artefatos experimentais e secretos, o que sabemos é que não foram vulcões ou atividade tectônica que causaram boa parte desses tremores.

Infelizmente, muitos sites fazem ridículo das teorias sobre a tecnologia HAARP, sem avaliar o lado técnico dessa tecnologia. Explicações esotéricas e sem fundamento científico são muitas vezes utilizadas para descrédito de estudos bem fundamentados sobre as tecnologias HAARP e semelhantes. O fato é que a transmissão de energia, com alta potência, alta frequência e alta tensão são uma realidade desde o início dos anos 1910 a 1920, e a própria torre de Wardenclyffe de Nikola Tesla foi destruída pelos militares dos Estados Unidos por medo de cair nas mãos dos nazistas caso houvesse uma invasão da costa leste do continente.

A vida e a obra de Nikola Tesla também são, frequentemente, alvos de histórias fictícias e fantasias, muitas delas propagadas por seus concorrentes que possuíam grande poder financeiro e influência política na alta sociedade de Nova Iorque no princípio do século XX. Como a idéia da propagação gratuita de energia elétrica não atraía a simpatia de banqueiros como JP Morgan, as idéias de Tesla foram, aos poucos, sendo esquecidas (e escondidas). Até que nos dias atuais o Tesla tem recebido renovado interesse pela nova geração que possui acesso à Internet e procura informar-se sobre a genialidade dessa figura fascinante do século XX.

 

Fotos e ilustração: Wikimedia Commons / CC

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