A nova oficial foto do Michel Temer, divulgada hoje e que será usada em todas as repartições públicas e materiais oficiais do governo brasileiro, é um Photoshop dos ruíns. O presidente foi colado no cenário, que foi fotografado em separado.

Repare na foto em destaque o recorte mal feito na parte superior da imagem, no entorno da cabeça do presidente, como o fundo anterior cinza ainda se encontra lá.

Análise do nível de erro da imagem de Michel Temer divulgada hoje. Repare na diferença de nível no contorno do paletó e cabeça do presidente, mostrando que foi colado em um cenário. Clique para ver a imagem ampliada.

Fazendo uma rápida análise do nível de erro (Error Level Analisis), vê-se a diferença de nível no contorno do presidente, cuja imagem aparentemente foi colada sobre um fundo que foi fotografado em separado e cuja diferença de luminosidade ainda pode ser vista. Neste link pode ser baixada a foto original, conforme divulgada, onde a edição pode ser facilmente vista na região que assinalamos na imagem em destaque.

A edição de imagens não é incomúm, e tampouco é anti-ética, porém o que chama a atenção é a divulgação que foi feita.

Julgue você mesm@ a descrição que foi dada em matéria do Estadão:

A versão divulgada hoje foi feita no dia 20 de dezembro pelo fotógrafo Orlando Brito. Ela é a segunda opção apresentada ao presidente. A primeira foi fotografada também por Brito em outubro do ano passado, mas não agradou. Na comparação entre a primeira e a segunda imagem só foi mudada a gravata, que acabou substituída por outra bem parecida.

O publicitário Elsinho Mouco ficou responsável pelo conceito da foto oficial. É dele a ideia de colocar um cenário sóbrio de céu azul ao invés do fundo arbóreo no Palácio do Alvorada, como era a foto de Dilma Rousseff. Elsinho também fez questão de destacar as palavras ‘ordem e progresso’ na bandeira nacional que se destaca à direita de Temer. Segundo ele, é a primeira vez que a bandeira compõe a foto presidencial e ela retrata o desejo de Temer de “colocar o País nos trilhos”.

Em resumo, o atual governo parece preocupado com coisas supérfluas, enquanto o país vive uma crise sem precentes.

Foto: Orlando Brito / Presidência da República

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