Os únicos impedimentos para grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), Movimento Contra a Corrupção (MCC) e similares começarem a pedir o fim do governo de Michel Temer são:

  1. Não querem fortalecer a esquerda.
  2. Alguns ainda esperam lucrar mais no mercado financeiro.

Com a esquerda brasileira na lona, essa questão torna-se menos relevante. O PT foi varrido da política nas últimas eleições, e a julgar pelos recentes discursos dos petistas mais populares, o partido não tem o que falar para reconquistar o antigo eleitorado.

O que resta na sustentação do governo do PMDB? Apenas o mercado financeiro.

Muita gente ainda está iludida, mantendo dinheiro na Bovespa sem ter qualquer fundamento para isso. As ações da Petrobrás triplicaram de valor desde o início de 2016, as ações do Banco do Brasil quase isso. Mas não se encontram sequer a 30% do valor de 2008, quando iniciou a crise dos subprimes nos Estados Unidos. Considerado um prazo de 10 anos, a Bovespa foi um péssimo investimento. Os maiores nomes da bolsa de valores americana, em contraste, fizeram fortunas investindo no longo prazo. No Brasil, quem apostou no longo prazo apenas perdeu dinheiro na Bovespa.

Com o impeachment de Dilma Rousseff, os especuladores injetaram bilhões na Bovespa, com esperança dos ativos retornarem, talvez, aos valores que atingiram logo antes do segundo turno das eleições de 2014 com a possibilidade da eleição de Aécio Neves.

No entanto, nada disso se concretizou.

Michel Temer ampliou gastos, deu foro privilegiado a investigados na Lava Jato, nomeou o seu próprio “Toffoli” para o STF, e investigados como Eduardo Cunha, já dão dicas de que irão entregar Temer a qualquer momento.

Está se esvaindo o pouco que ainda sustenta o governo Michel Temer.

E, com a possibilidade de queda do governo, começam a acontecer fatos muito suspeitos em todo o Brasil. O povo deve estar atento, pois nem tudo o que se vê na imprensa é o que realmente está acontecendo.

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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