Infelizmente é chegada a hora de admitirmos que o propósito do governo Temer é ir empurrando com a barriga enquanto o Congresso encontra uma forma de parar a Lava Jato. É apenas um teatro, uma embromação que tem o propósito de ganhar tempo. Tempo para destruir a Lava Jato.

Não é que o presidente Temer tenha tido pouco tempo para executar as mudanças. É que ele realmente não vai mudar – já tivemos tempo suficiente para ver o rumo que o Brasil está tomando.

Acaba de nomear um nome “de sua cozinha”, Alexandre Moraes, para o STF. Advogado de Eduardo Cunha, ligado ao PSDB, confidente e assessor próximo a Temer, totalmente ligado à atual gestão. Por mais conhecimento jurídico que possa ter, é o nome errado para este momento que o país vive. Era necessário um nome técnico, vindo da magistratura, uma pessoa isenta e acima de qualquer jogo político. Temer simplesmente errou, e errou feio, mas não errou por ingenuidade, ele errou de propósito pois queria um nome de sua confiança no STF que irá julgar a Lava Jato.

Nos primeiros dias de sua gestão, Henrique Meirelles conseguiu uma vitória expressiva no Congresso: aprovou um rombo máximo de 170 bilhões de reais, com a promessa de que não gastaria esse montante. Era apenas uma “reserva”, pois eles não sabiam como haviam herdado as finanças de Dilma. Era até compreensível.

Agora, 9 meses depois, o governo Temer já conhece a fundo a situação das finanças do país, e já podia ter cortado gastos. Não cortou. Nem indicou que vai cortar. Gastaram quase até o teto máximo que obtiveram no Congresso, deram aumentos fora da realidade para o Judiciário, ministros estão abusando dos jatinhos da FAB, as compras mensais do Palácio do Planalto já se tornaram piada, pois inclui até sorvete importado. Se tem algo com que Michel Temer não está preocupado é em cortar gastos.

Temer criou mais 3 ministérios, um deles para acomodar Moreira Franco, também alvo da Lava Jato. Debochou da população da mesma forma que Dilma o fez quando nomeou Lula para que ele tivesse foro privilegiado.

A Bolsa de São Paulo não consegue decolar, porque a todo momento parece que o governo Temer vai soltar mais uma bomba.  Fala-se de uma nova CPMF. Fala-se de uma reforma tributária que vai criar um IVA além de uma CPMF, o que seria uma aberração na situação que nos encontramos. Seria um deboche de reforma apenas para aumentar a arrecadação.

A inércia do governo anterior persiste, porém a aceleração do novo governo não convenceu. Não estão freando o coletivo para reverter o curso e colocar-nos no rumo certo, estão apenas tegiversando e enrolando o povo para conseguir, lenta e gradualmente, enfraquecer a Lava Jato. Estão tentando ganhar tempo, para o Congresso conseguir passar leis que enfraqueçam a Lava Jato. É apenas isso que está se fazendo no governo Temer.

Todas as medidas do PMDB e de Temer tem segundas intenções relacionadas a frear a Operação Lava Jato. Está claríssimo que estão apenas buscando ganhar tempo.

Não há governo mais no Brasil, não há gestão, há apenas um grupo se sustentando no poder às nossas custas.

Esqueça a esquerda, esqueça a direita. Temos que nos unir e irmos todos às ruas. O Brasil não tem futuro dessa forma que está, não estamos dando o exemplo correto, o governo não dá o exemplo correto, simplesmente não há exemplo moral e ético a ser citado para que os pais possam dizer a seus filhos “olha, este é o rumo certo”.

Não temos como progredir, sonhar, almejar um futuro melhor se vivermos dia e noite sob governos que sabemos que só desejam se perpetuar no poder para seguir roubando. Isso tem que acabar.

A Lava Jato é a única chance que o povo tem de reagir contra tantos abusos, tantos impostos, tantas restrições contra o povo – tudo isso para oferecer liberdades e mordomias aos parasitas, corruptos e criminosos que todos já conhecem. Todo o povo brasileiro sabe o nome dos ladrões, falta colocá-los atrás das grades.

É Fevereiro de 2017, e o povo precisa se reorganizar para voltar às ruas. O governo Temer já mostrou a que veio. Chegou a hora de trocarmos novamente o governo. Troquemos enquanto nos tratarem com desdém, vamos eleger quantos presidentes sejam necessários. Uma hora teremos um governo que nos trate como merecemos.

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