O Brasil está oficialmente de ponta-cabeça.

Um artigo publicado no site do PSTU(!!!) defende o direito do cidadão de ter e portar armas. O vocabulário é esquerdista, no estilo “o Estado burguês deve deter o monopólio das armas?”.

Mas enfim, basta retirar o palavrório marxista que o artigo do PSTU torna-se um ótimo texto sobre o balanço de poder entre Estado e cidadão.

E a resposta, qual seria? O cidadão deve ter o direito a comprar armas de fogo livremente? Portá-las de público?

O Estado deve ter monopólio das armas de fogo? Por que?

A única democracia na história onde nunca houve um golpe militar é aquela onde cada cidadão tem em média 5 armas de fogo. Nos EUA, o Estado teme seu povo, pois há mais armas nas mãos da população que nas mãos do Estado. E olha que o Estado americano é gigantesco. Essa configuração ainda pode funcionar para outros países na atualidade? Ou as pessoas devem seguir temendo as armas?

O que temos visto é que criminosos não estão dando muita bola para o desarmamento. A grande maioria dos crimes envolve uma arma de fogo ilegal. Aparentemente, só quem foi desarmado foi o cidadão que não tem ficha criminal (para não usar o famigerado “cidadão de bem”).

Parabéns ao PSTU por ingressar no século XX com o pé direito.

 

 

Foto: PSTU / Creative Commons

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