Uma alarmante notícia tem dominado as discussões no meio científico : o círculo árctico (polo norte) tem aquecido com intensidade nunca antes vista, e o nível do gelo vem decaindo com velocidade acima do previsto.

Os cientistas aplicam modelos aos dados climáticos e eles normalmente se encaixam em padrões conhecidos. No entanto, o padrão observado no polo norte nos tempos recentes foge completamente à normalidade.

O ano de 2016 foi o mais quente já registrado, e em janeiro de 2017 o ritmo de aquecimento se manteve constante, sem mostrar arrefecimento.

Segundo especialistas que estudaram o polo norte por mais de 30 anos, a atual situação está além do ponto crítico : “vivemos uma situação extrema”, explica Mark Serreze, diretor do National Snow and Ice Data Center in Boulder nos Estados Unidos.

Alguns dos pesquisadores tentam explicar a atual situação observando a ausência de sistemas de alta pressão na atmosfera do polo norte, o que evitaria que as correntes de ar quente atingissem a região.

Caso esse sistema de alta pressão fosse restaurado, segundo essa hipótese, o quadro de aquecimento extremo poderia ser revertido.

No entanto isso não passa de uma conjectura que busca explicar o problema, e não se sabe se, e quando, as condições de pressão do árctico retornarão à normalidade. Mantendo-se a atual conjuntura, o resultado pode ser catastrófico, com mais e mais degelo e aumento no nível das águas do mar.

Imagem em destaque: Copyright (C) Weatherbell

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