Em apenas uma semana a Nintendo ganhou U$ 7.5 bilhões em valor de mercado. Desde que o jogo Pokemon Go foi lançado, as ações da gigante japonesa dos games não param de subir na bolsa de Tókio. No pregão de ontem (11/7) em Tókio e Nova Iorque as ações da empresa subiram impressionantes 25%.

A novidade do jogo é que ele interage com cenários do mundo real. O telefone processa imagens da câmera do telefone em tempo real e produz os cenários do game de acordo com o local onde o jogador se encontra.

Contrariando todas as tendências de jogos para PC, onde o cenário do jogo é totalmente gerado por pesado processamento de gráficos 3D, a Nintendo mais uma vez inovou alavancando hardware de baixo custo, propondo uma alternativa bastante interessante: usar os cenários 3D reais e agregar-lhes gráficos que não exigem grande processamento de imagens 3D. Cria-se, assim, um jogo de “realidade enriquecida” ou “augmented reality”, onde cenas do mundo real são complementadas.

A tecnologia, que até agora vinha sendo empregada no meio militar, em simuladores de vôo e aplicativos GPS para motoristas, agora chega ao mundo dos games. E, a julgar pelo sucesso inicial, tem tudo para tornar-se a nova onda de jogos para smartphones.

O lançamento do jogo teve sua dose de suspense também. Ao procurar os Pokemons no quintal do trailer onde acampava, uma garota de 19 anos do estado do Wyoming, EEUU, encontrou um corpo humano largado em um mangue. Em outro episódio bizarro, ladrões aparentemente descobriram como utilizar o jogo para atrair vítimas até uma armadilha no estilo João e Maria. Criando um caminho de Pokemons, a vítima seguiu os bichinhos até o ponto onde seria assaltada. Por vezes, a realidade, enriquecida ou não, encontra formas de ser mais estranha que a ficção!

 

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