O blog Elaine’s Idle Mind revela um caso emblemático de rastreio de atividades online.

12 horas após realizar uma busca por um produto no Google, ela afirma ter recebido um email do Groupon ofertando exatamente o termo que havia procurado.

A busca era literalmente “Rosetta Stone v. Google”, e o objeto de pesquisa era um processo judicial onde a famosa desenvolvedora de cursos de línguas estrangeiras processava o Google por apresentar anúncios de falsificações do curso Rosetta Stone.

De acordo com a autora, as seguintes medidas de privacidade estavam em efeito no momento da busca:

  • O email recebido não era no Gmail. Ou seja, fora do alcance do Google.
  • Possui adblock ligado.
  • Cookies estavam bloqueados.
  • Ninguém da empresa Groupon a viu fisicamente efetuar a busca.

A suspeita é de que tenha havido uma triangulação entre a busca no Google, um cookie de algum serviço utilizado por ela(banco online, Twitter, e assim por diante) e o rastreio do Google Analytics. A autora foca, então, no rastreador do Analytics como principal responsável pelo cruzamento de dados.

O rastreio online é comum e é empregado pela maior parte dos grandes portais. Em qualquer site o usuário pode verificar o código-fonte, normalmente apertando a combinação Ctrl+U nos PC’s, e procurando pelo termo analytics.

Ocorre que a promessa é de que o rastreio seja 100% anônimo. Ou seja, seria uma grande novidade caso o rastreio permitisse a identificação do email do usuário para posterior envio de uma propaganda comercial altamente direcionada.

Imagem em destaque: Graffiti visto na cidade de Shoreditch, Londres. Autor: KylaBorg @ Wikipedia

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