No café sem fio de Brasília corre o boato entre as más línguas que Serra saiu para retornar ao Senado, onde mantém o foro privilegiado. E aqui está o tchan: sua saída abre no governo uma nova vaga com foro privilegiado

O governo agora pode proteger mais dois dos seus citados na “delação do fim do mundo” : um no Ministério da Justiça e outro no MRE. E, claro, podem-se criar mais ministérios para abrigar outros delatados, o povo e a imprensa nada falarão contra.

Desde a nomeação relâmpago de Moraes para o STF, até a saída de Serra, tudo é apenas preparação para o apocalipse pós-divulgação da delação da Odebrecht.

Traduzindo: O Brasil não tem governo, tem um grupo tentando proteger-se do alcance da lei.

O governo usa, sem o menor pudor, do expediente Bessias.

Só que agora é feito de forma industrial, sistematizada e profissional, não amadoramente como Dilma e Lula fizeram. Outra diferença é que o fazem sem qualquer crítica da imprensa ou dos paneleiros.

A Imprensa Covarde

Os colunistas da Globo, Veja e Estadão, ora histéricos com o governo Lula, hoje publicam amenidades.

Fazemos um apelo a Merval Pereira, Diego Escosteguy, Andréia Sadi, Ricardo Noblat, Eliane Catanhede, entre outros, para que, caso precisem encher linguiça por estarem proibidos de falar mal do Temer (para não perturbar a bolsa de valores?), sugerimos ao menos publicarem receitas culinárias ou poemas de bom gosto. Preencheriam o espaço com algo mais gostoso, e não ficariam tão mal assim quando 70% do atual governo vá, por ventura, parar atrás das grades.

O que não pode acontecer mais é isto aqui:

 

Falam que Alexandre de Moraes é insustentável no Ministério da Justiça, e depois dizem que é uma escolha compreensível para o STF.

Tenham dó do povo brasileiro, isso é jornalismo de araque.

 

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Foto: José Serra como secretário de Franco Montoro. Autor da Foto desconhecido. Via Wikipedia.

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