O astronauta Scott Kelly possui um irmão gêmeo univitelino, Mark Kelly. Os gêmeos univitelinos possuem, necessariamente, a mesma estrutura genética e todas as mesmas características físicas, exceto quando algo se modificou durante a vida, como um acidente, machucados e assim por diante. No entanto, internamente, são basicamente clones um do outro.

Eis que Scott Kelly foi enviado ao espaço para uma missão inédita: comparar seu corpo ao de seu irmão após um ano na estação espacial. E os resultados foram surpreendentes.

O DNA de Scott alongou-se, passou a ter cromossomos mais compridos (fisicamente mais longos), sua atividade cerebral diminuiu e ele ganhou 5 centímetros de altura devido à falta de gravidade e consequente alongamento dos ossos.

A comparação da NASA tem como propósito avaliar os efeitos da vida no espaço no corpo humano – especificamente, a NASA quer saber se nós temos, dentro de nós, alguma “programação” prévia para sobreviver no espaço. Os primeiros indícios, obtidos a partir da experiência dos irmãos Kelly, são muito intrigantes.

Uma Tese Fascinante – Os nossos ancestrais vieram do espaço?

Porém não foi o alongamento dos cromossomos e dos ossos que surpreendeu os cientistas, e sim as mutações genéticas que Scott Kelly sofreu enquanto vivia no espaço.

No relatório oficial da NASA, consta que mais de 200.000 moléculas de RNA sofreram mutação na comparação entre os gêmeos, no período de um ano de separação com Scott (que vivia na Estação Espacial nesse período).

A principal, e mais intrigante, questão levantada pelos cientistas é que talvez nós tenhamos origem no espaço! Se for o caso, o organismo de Scott Kelly pode ter acionado “o gene espacial”, que iniciou uma sequência de mutações em seu corpo para prepará-lo para a sobrevivência fora da Terra. Uma espécie de algoritmo contido no DNA e que foi iniciado quando o corpo do astronauta passou determinado tempo na ausência de sinais do meio ambiente terrestre (gravitação mais intensa, vento, árvores, ruídos de animais e assim por diante).

Uma eventual comprovação dessa hipótese teria um significado absolutamente revolucionário: nós teríamos, em nosso DNA, “recordações” ou memória da vida no espaço.

Isso só seria possível se o ser humano, ou nossos ancestrais, tiverem vindo de fora da Terra.

 

Referências

Space.com

USA Today

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